Muitos me perguntam o que têm esta cidade, até mesmos aqueles que nasceram no meio deste ponto de passagem. Uns ainda percebem que foi aqui que nascemos, que foi aqui todos aqueles valores que nos fizeram crescer e ser o que somos hoje foram adquiridos, outros nem querem saber e criticam porque sim dando voz á citação " não me interessa se tenho razão, quero é discutir.
Como dizem os antigos, devo ter bebido agua do rossio na quantidade suficiente, quantidade tal, para que estas ruas,estes caminhos por onde circulam as gentes, "cercados de serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros" por José Régio, façam tão parte mim e de outros não. Quem sabe, a cidade branca sobreviva as custas do encanto dos que ficam e a entendem, daqueles que lutam por a simples identidade de a ela pertencer, quem sabe....
Não sobreviverá concerteza do desencanto dos mal nascidos ou ainda cegos, daqueles que nela vivem e se esquecem que o ponto de passagem, o portus allacer, se perpetua entre as gentes e so projectará mais além através de uma mão aberta de quem tem a missão de criar e difundir. Não sobreviverá aos desencantados que se fecham no poder que obtem, e que algumas vezes nem se quer o merecerem e sugam toda vida da nossa cidade.
Todos nós somos parte integra da sociedade, com vontades, desejos e ideias. Como tal, todos nós deixamos uma marca, uma assinatura personalizada que nao deve ser esquecida e muito menos silenciada.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
o emendar de um erro
É certo que todo o choque causado em demasia ao ser humano provoca confusão, ainda mais quando este mexe com valores de toda a ordem, valores sociais adquiridos a muito e agora questionados, valores relacionais e motivacionais. Tudo bem que faz parte da integração, do encaixe em uma area, em uma organização especifica, mas tudo isto confunde o individuo e mesmo que este absorva a visão em determinados momentos, também ele, se afasta em tantos outros do verdadeiro caminho a seguir. Como tal, necessita e ncessitará sempre de um momento de reflexão promovido pela nova organização ou forçado pelo o individuo em causa para que tudo aquilo que se estranha, se entranhe de forma lógica e consequentemente normal.
Foi preciso dar tempo ao tempo, bater no fundo e subir a superficie de forma natural para que o caminho a seguir, fosse claro e determinado, ou então a inconstante relação de afastamento com a nova ordem de valores manter-se-ia sempre viva e inadequada. Como dizem os antigos, o tempo cura tudo......
Foi preciso dar tempo ao tempo, bater no fundo e subir a superficie de forma natural para que o caminho a seguir, fosse claro e determinado, ou então a inconstante relação de afastamento com a nova ordem de valores manter-se-ia sempre viva e inadequada. Como dizem os antigos, o tempo cura tudo......
domingo, 4 de abril de 2010
Maré, onde andas
Olhei para cima, contemplei a barreira que existia entre aquele mundo e o que sempre conheci,senti-me pequeno e ao mesmo tempo tão solto. Na verdade todas as minhas dúvidas, medos e receios tinham ficado do outro lado,ali tudo era novo, diferente e pronto a descobrir, pronto a criar um leque de experiências completamente novas.
Desci de nivel, e subi, vi coisas nunca antes vistas por mim e das quais sinto a falta, pois a visita será pois entao, de curta duração,a não ser que a transição entre mundo se faça de forma mais regular o que nem sempre é possivel.
Os receios voltaram, o meu medo absorveu-se em mim e deixou o meu outro mar, voltar a deixar o meu barco a deriva, sem velas para erguer, nem vento para soprar nas mesmas. Agora não sei o que fazer, apenas aguardo as marés favoraveis que me devolvem ao meu mundo submerso, ao meu porto, ao meu eu....
Desci de nivel, e subi, vi coisas nunca antes vistas por mim e das quais sinto a falta, pois a visita será pois entao, de curta duração,a não ser que a transição entre mundo se faça de forma mais regular o que nem sempre é possivel.
Os receios voltaram, o meu medo absorveu-se em mim e deixou o meu outro mar, voltar a deixar o meu barco a deriva, sem velas para erguer, nem vento para soprar nas mesmas. Agora não sei o que fazer, apenas aguardo as marés favoraveis que me devolvem ao meu mundo submerso, ao meu porto, ao meu eu....
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